Beauty Tunes♥Samuel Uria + Manuel Cruz

Lenço Enxuto // Samuel Uria + Manuel Cruz

O que acontece quando dois cantautores bons (muito bons) se juntam? Magia! A mim, esta música embala-me e arrepia-me…

Hoje, foi dia de GIRLS LEAN IN e esta música encaixa-se na perfeição na eterna discussão do que é isto de ser  mulher ou ser homem. Somos pessoas, podes ser?

Empresta-me os teus olhos uma vez
Que os meus não são de gente, apenas a paz
É só o tempo de me aperceber
Na vida, o que se turva para ser de mulher
Empresta-me uma chávena de sal
E mostra-me a receita do caldo lacrimal
É só o tempo de te convencer
Que nem precipitado consigo chover
Não é um adágio que nos persegue
Que um homem só não chora porque não consegue
Empresta-me esse efeminado luto
Ser masculino é ter-se o lenço enxuto
É só o tempo de me maquilhar
De pranto transparente, a cor de mulher
Não nasci pedra, nasci rapaz
Que um homem só não chora por não ser capaz
Os homens fazem fogo
Com dois paus, eles fazem fogo
Por troca, ensino-te a queimar
Tu és corrente, e eu finjo o mar
Que um homem para que chore, não pode chorar
Que um homem para que chore, não pode chorar
bd7

Beauty Tunes♥

NEM SÓ DE MODA E BELEZA VIVE UMA MULHER… BEAUTY TUNES SÃO MÚSICAS QUE SÃO UMA BELEZA E PARA NÓS NÃO PASSAM DE MODA. SIGAM O RITMO DO THE BEAUTY.

Pode a música cantar a nossa alma? Poderá a música libertar-nos do medo? Poderá a música empurrar-nos? 



Gosto de cantautores portugueses e de vozes bonitas que não precisam de efeitos nem de puxar dos galões. Gosto destes dois e das suas letras. E gosto muito, muito de ouvir os outros cantar na minha língua o que trago cá dentro.


Menina, Márcia e Samuel Úria

Menina assenta o passo
sem medo ou manha,
ou muito te passa da vida.
Tem que a ver quem faça
o que muito queira.
Caminha sem falsa fascinação.

O teu coração
ainda pára,
forçando a apatia p’lo medo de dançar.
Não se avista um dia
em que o ego não destrate
uma mais bela parte
escondida em ti.

Menina sê quem passa p’ra lá da ideia.
Quem muito se pensa fatiga.
Nem vais ver quem são,
seus olhos no chão,
os que andam p’ra ver-te vencida a ti.

O teu coração
sem querer dispara
força e simpatia ao Ser que te vê dançar.
Vai chegar o dia em que o medo não faz parte
e, por muito que tarde, esse dia é teu.

Desfaz o Nó,
destrava o pé,
desmancha a traça e avança.
Chocalha o chão,
esquece os que estão,
rasga o marasmo em ti mesma.

Vê corações,
na cara que pões,
vira do avesso esse enguiço.
Desamordaça a dança pra te convencer.

O teu coração
sem querer dispara
força e simpatia ao Ser que te vê dançar.
O teu coração ainda pára,
forçando a apatia p’lo medo de dançar.


Márcia e Samuel Úria